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 16 de Março de 2026

O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) determinou que duas ex-secretárias de Assistência Social de Itapemirim ressarçam os cofres públicos em R$ 1,9 milhão. A decisão, tomada de forma unânime em sessão virtual, ratifica irregularidades na compra e distribuição de "kits bebê" durante os anos de 2021 e 2022.
 
O Esquema: Falta de Controle e Rastreabilidade
 
A investigação, iniciada pela própria prefeitura por meio de uma Tomada de Contas Especial, revelou um cenário de desordem administrativa na gestão dos materiais destinados a gestantes carentes. Os kits continham itens como fraldas, banheiras e carrinhos de bebê.
 
De acordo com o relator do processo, conselheiro Davi Diniz, as ex-gestoras ignoraram os protocolos de segurança pública:
 
- Centralização Indevida: As secretárias concentraram os atos de requisição e recebimento dos produtos, afastando os fiscais de contrato designados.
- Violação de Fluxo: As mercadorias não passaram pelo Almoxarifado Central, conforme exigia o edital, sendo entregues em locais diversos e para pessoas não identificadas.
- Apagão de Dados: Não houve registro de estocagem ou comprovantes de entrega às famílias beneficiárias, tornando impossível verificar se o fim público foi atingido.
 
"A supressão de controles essenciais tornou inviável aferir se os kits foram entregues às beneficiárias ou preservados como patrimônio municipal", destacou o conselheiro relator.
 
Valores e Responsabilidades
 
As ex-secretárias foram punidas por "falha grave de gestão", considerada incompatível com o zelo exigido na administração de bens públicos. O ressarcimento foi dividido proporcionalmente ao tempo de atuação de cada uma na pasta:

 

Responsável

Valor a Ressarcir (Atualizado)

Referência em VRTE

Adriana Peçanha Lopes Barbosa

R$ 1.262.864,19

255.728,52 VRTE

Suely de Andrade da Silva Lima

R$ 705.684,78

142.900,34 VRTE

 
 
Próximos Passos
 
A decisão do Tribunal de Contas segue o rito administrativo e, conforme o Regimento Interno da Corte, ainda cabe recurso por parte das citadas. O processo sob o número 0014/2024 segue disponível para consulta nas plataformas do TCE-ES.
 
Resumo dos Fatos
 
- Dano ao Erário: R$ 1,9 milhão em valores atualizados.
Irregularidade: Compra e entrega de "kits bebê" sem registro ou rastreabilidade.
- Decisão: Unânime pela condenação das ex-secretárias.
- Status: Cabe recurso.

 

 
 

 

 

 

 

Com informações Tribunal de Contas-ES

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