Olá! Seja bem vindo ao nosso site. 

 06 de Julho de 2026

A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final foi o desfecho lógico de um projeto que deu errado desde o primeiro dia. A Seleção caiu porque passou quatro anos fingindo que ainda era uma potência organizada, quando, na verdade, vivia apenas da esperança de que um talento do passado resolvesse os problemas do presente.
 
O maior símbolo desse fracasso atende pelo nome de Neymar. Ninguém apaga sua história. Foi um craque, talvez o maior brasileiro depois de Ronaldo e Ronaldinho. Foi. A Seleção ficou refém de um ex-jogador em atividade de 34 anos, viciado em pôquer e castigado pelas lesões, e insistiu em tratá-lo como se fosse capaz de decidir uma Copa praticamente sozinho, já que o outro craque, Vinícius Júnior, não consegue ser líder.
 
Mas reduzir o vexame a Neymar seria conveniente demais. A responsabilidade maior é da CBF e do planejamento inexistente para este Mundial. Durante todo o ciclo, o Brasil nunca pareceu um time. Trocou treinadores, mudou ideias, alterou convocações e chegou à Copa sem uma espinha dorsal definida. Nem mesmo Carlo Ancelotti, um dos maiores técnicos da história, seria capaz de organizar em poucas semanas aquilo que foi abandonado durante anos.
 
A convocação foi o retrato perfeito da bagunça. Havia jogadores em baixa, atletas vivendo de prestígio e nomes que sequer despertavam identificação no torcedor. Danilo, Lucas Paquetá, Raphinha e outros tantos compuseram uma lista que parecia mais fruto da falta de opções do que de convicção. E quando um torcedor pergunta “quem é Douglas Santos?”, revela a distância entre a Seleção e o próprio país. O Brasil deixou de convocar craques para reunir atletas que mal despertam conversa no bar.
 
Como se o futebol já não estivesse suficientemente em segundo plano, o entorno da Seleção parecia mais interessado em alimentar a indústria do entretenimento. A série da Globo sobre as mulheres dos jogadores, que virou pauta nacional em plena Copa do Mundo, foi o retrato de uma Seleção cada vez mais preocupada com a própria narrativa e menos reconhecida pelo futebol apresentado.
 
Também ficou evidente a incapacidade de renovar. O Brasil passou anos adiando a sucessão de Neymar. Em vez de preparar uma nova liderança, preferiu esperar um milagre. Enquanto Espanha, França, Inglaterra e até a Argentina reformularam seus elencos sem medo de romper com o passado, o Brasil permaneceu emocionalmente preso ao seu antigo camisa 10.
 
A eliminação para a Noruega deveria servir como uma limpeza completa. Não basta trocar treinador, presidente da CBF ou comissão técnica. É preciso abandonar a cultura de fabricar salvadores da pátria, parar de convocar jogadores pelo currículo e voltar a montar uma equipe em vez de uma coleção de nomes. O futebol brasileiro continua produzindo talento. O que falta é humildade para reconhecer que o prestígio do passado já não ganha jogos.
 
O vexame nas oitavas de final encerra, de maneira melancólica, uma era que já dava sinais de esgotamento havia muito tempo. O Brasil jogou como time pequeno, recuado, e levou um baile da Noruega. Pelo menos a eliminação precoce evitou um vexame maior: uma goleada sofrida para a Inglaterra ou, pior, para a Argentina.

 

Raphinha consola Neymar após a eliminação do Brasil e Haaland comemorando gol.

 

 

 

Com informações DCM/Davi Nogueira

www.diariodocentrodomundo.com.br/vexame-brasil

 

 

Últimas Notícias

Vídeo - Canal Livre

Clima / Tempo

Colunistas

 

Dicas das Estradas

Destaques

Parceiros do PDN